“Cold Killers” que só querem assassinar as dificuldades
- Sabrina Fernandes
- 14 de abr. de 2020
- 2 min de leitura
As “assassinas frias” são um time de futebol americano feminino de Curitiba. Apesar das dificuldades financeiras, elas não desanimam e lutam todos os dias por seu espaço no cenário esportivo.

Os frequentadores do Parque São José, região metropolitana de Curitiba, já estão acostumados a ver treinos de futebol americano. Mas diferente do que se espera, há também um time feminino. Desde janeiro de 2018, as atletas do Cold Killers se reúnem duas vezes na semana.
Rudiane Ramos, 27 anos, além de diretora do Cold Killers atua também como linebacker (defesa) do time. No início, elas estavam em apenas 6 mulheres que tinham deixado outro time feminino da capital (Lions). Ramos era uma delas e lembra dos desafios.“Uma das maiores dificuldades foi a captação de atletas. Até elas entrarem no time e entenderem o propósito, que não é apenas um hobby de final de semana, que é algo sério, demora”, diz.
Segundo a linebacker, “o dono do MoonHowlers (time masculino de FA) tinha um projeto paralelo para uma equipe feminina, e nós não tínhamos um time, juntando tudo nasceu o Cold Killers”.
Outra dificuldade presente no cotidiano dessas atletas é a falta de patrocínios e investimentos. Atualmente, o time se mantém com a mensalidade de R$ 25 pagos pelas atletas, verba utilizada para compra de equipamentos, material de marketing e compromissos com a Federação.
Luana Marques, 26 anos, está no time desde janeiro de 2018. Além de atuar como atleta, cuida de todo o marketing e design do time. Questionada sobre qual seria o cenário atual do time caso tivessem mais investimentos, Marques decreta: “conseguiríamos maior visibilidade se tivéssemos patrocínios não só financeiros, mas também em forma de incentivo de lojas ou empresas”.
Com a falta de patrocínios, o time se vira como pode. A diretoria de captação de recursos busca métodos para trazer verba para o time. Elas fazem o que chamam de blitz, que é ir em semáforos pedir qualquer valor, e também em lugares com grande circulação de pessoas.
Em um esporte conhecido pela predominância masculina, Sara Elisabeth, de 23 anos, que atua como runningback (ataque), conta que sempre foram tratadas com o mesmo respeito. “Nunca sofremos isso [preconceito]. No início, quem sempre nos ajudou foram homens, sempre acreditaram e deram apoio”, afirma.


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